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domingo, 22 de abril de 2012

Xenofobia na europa: Os padrões atuais de migração internacional



Casos xenofóbicos têm tido repercussão internacional. As mortes por motivo de xenofobia têm se tornado pauta de agências nacionais e supranacionais, as quais buscam reprimir esse tipo de intolerância social. Mas por que a xenofobia tem aumentado? Por que na Europa?
por Fernanda Cristina de Paula



Em 2008, foi constatado na Rússia que provavelmente 300 pessoas (em cinco anos) foram mortas por ataques xenofóbicos. Recentemente, os dois filhos de uma advogada sofreram seguidas agressões verbais e físicas de alunos da escola em que estudavam, na Espanha, por serem brasileiros. Em julho de 2011, aproximadamente 80 pessoas morreram em uma explosão de bomba e fuzilamento, realizados por um extremista político com motivos xenofóbicos, na Noruega.
O termo xenofobia se originou na psicologia e é utilizado para designar uma doença: o medo patológico de estrangeiros. Enquanto patologia, a xenofobia se constitui em um medo ou aversão irracional, sem motivos justificáveis. No entanto, atualmente, o termo faz referência a outro fenômeno: os casos de preconceito, discriminação e violência física contra estrangeiros; tudo isso baseado em um discurso não irracional, mas sustentado (principalmente) por ideais de nacionalismo e discussões sobre crise econômica.
Atualmente, houve o aumento de notícias sobre casos de xenofobia, principalmente na Europa. Mas qual seria a causa desse aumento? Por que há uma concentração desses casos na Europa? Qual a relação entre migrantes, nacionalismo e crise econômica?

FLUXOS MIGRATÓRIOS
A proliferação de casos de xenofobia é o reflexo de um padrão e de uma nova intensidade dos fluxos migratórios. Compreender esses fluxos e padrões migratórios ajuda no entendimento da xenofobia enquanto problema social.
Migração é a mudança de residência de um indivíduo ou grupo para outra unidade administrativa (ou seja, outro país, estado ou município). As causas da migração podem ser variadas: busca por novas oportunidades de emprego, busca por melhor qualidade de vida, refugiados por motivos de desastres naturais, guerras, fome ou perseguição (religiosa, étnica, cultural) no seu país de origem. Três fatores caracterizam, atualmente, a migração internacional: (1) padrão de migração, (2) maior facilidade de viajar pelo planeta e se comunicar com pessoas de qualquer parte do mundo, (3) necessidade de países receberem migrantes.

baixa taxa de natalidadeTodos os países europeus apresentam taxa de natalidade baixa demais para manter seu atual nível populacional, segundo um estudo abrangente de análise demográfica feita pelo Instituto Max Planck, de Rostock, Alemanha, divulgado na revista alemã Pesquisa Demográfica em Primeira Mão.
Segundo os pesquisadores, nenhum dos Estados europeus atingiu o chamado "nível de substituição" da média de 2,1 filhos por mulher, por meio do qual a geração dos filhos pode substituir a de seus pais. Com vista ao número de nascimentos, a Europa está dividida em dois grupos de países. Os países com taxas acima de 1,7 filho por mulher, que mais se aproximam da média do nível de substituição, são França, Reino Unido, Irlanda e Escandinávia, com médias entre 1,8 e 2,0. As taxas de fecundidade dos demais países europeus, inclusive os de língua alemã, variam entre 1,3 e 1,5 filho por mulher, afirmou o estudo. (fonte: DW- World)

(1) Padrão de migração
Diferentemente do século XIX, quando o fluxo migratório era de pessoas saindo do Velho Mundo (Europa) para o Novo Mundo (Continente Americano), o padrão migratório do século XX e início do século XXI é de grupos saindo de países do sul para residirem em países do norte do planeta. Isso é devido à concentração de países subdesenvolvidos no hemisfério sul de onde saem pessoas que migram para o hemisfério norte (onde se concentram países desenvolvidos, com melhores salários e oportunidade de empregos), buscando melhores condições de vida.

(2) Facilidade de deslocamento e comunicação
Associado a esse padrão dos fluxos migratórios, outro fator que marca a migração atualmente é a globalização (desenvolvimento das tecnologias de transporte e comunicação, que permitem a interação em escala global). Esse fenômeno contemporâneo é responsável por um aumento significativo da facilidade de deslocamentos e comunicação dos migrantes. O avanço dos meios de transportes facilita e difunde meios rápidos de se locomover de um país a outro. A facilidade de comunicação permite, como em nenhuma outra época, que o migrante continue a se comunicar, manter laços e enviar dinheiro para pessoas (geralmente familiares) de seu país de origem. Essas facilidades, possíveis pela globalização, promovem ainda mais a migração contemporânea.

(3) Necessidade de migrantes
O continente europeu apresentou nas últimas décadas dois motivos para precisar de migrantes em seus países. O primeiro motivo é que, depois da reestruturação econômica pós 2ª Guerra Mundial, houve demanda de trabalhadores para empregos que oferecem (relativamente) baixos salários por trabalho braçal, sem exigência de alta escolaridade; foi a massa de migrantes que atendeu a essa demanda do mercado de trabalho. Esse tipo de emprego não interessava aos europeus, os quais apresentam boa escolaridade e preferem empregos com melhores condições de trabalho e salários.
O segundo motivo que fez com que a Europa precisasse de trabalhadores migrantes é a estrutura etária da população. A tendência desse continente é de cada vez nascer um número menor de pessoas ( baixa taxa de natalidade) e de aumento da expectativa de vida. Desse modo, os trabalhadores migrantes são necessários tanto para suprir a quantidade inferior de jovens aptos a trabalhar quanto para pagar os impostos que contribuem para o pagamento do número crescente de aposentados.
Esses três fatores (padrão de migração, facilidade de deslocamento e comunicação, necessidade de trabalhadores estrangeiros) são responsáveis por um grande fluxo migratório para a Europa. Portanto, nos últimos anos, uma quantidade significativa de migrantes fixou residência em países europeus.
A convivência (na mesma porção espacial) com pessoas de etnia, religião e hábitos diferentes pode causar o estranhamento dos moradores em relação aos estrangeiros. Notar e estranhar a diferença são uma reação humana normal (esse fenômeno de estranhamento do estrangeiro é conhecido também como "choque cultural"). No entanto, o estranhamento evolui para xenofobia quando as pessoas começam a discriminar e culpar os estrangeiros por problemas que acontecem na cidade onde moram ou em seu país.
O nacionalismo é o conjunto de ideias e atitudes para pensar o desenvolvimento e o bem da própria nação. No entanto, diante de crises econômicas recentes nos países europeus, discursos nacionalistas têm se pautado no sentimento xenofóbico para explicar e resolver as más situações em que se encontra a economia de seu país. O principal argumento do discurso nacionalista, baseado na xenofobia, é de que os migrantes "roubam" os empregos do restante da população do país que os abriga. Nesse sentido, para os nacionalistas com tendências xenofóbicas, a solução é a expulsão dos migrantes e a proibição da entrada de estrangeiros no país. Nos casos mais dramáticos, o exacerbamento da xenofobia leva alguns indivíduos ou grupos a ações extremas, como atentados terroristas e assassinatos.

ATUALIDADE: O RECEIO EUROPEU
Devido ao padrão de migrantes em direção à Europa, é este continente que tem apresentado a maior parte dos casos extremos de xenofobia. Como exemplo, só nesta década, tem-se o incêndio criminoso de um edifício onde moravam migrantes turcos, na Alemanha; o caso recente do norueguês que explodiu uma bomba no centro de Olso (capital da Noruega) e fuzilou estudantes de um partido de esquerda (que eram contra o discurso de expulsão de migrantes), totalizando aproximadamente 80 mortos. Além disso, foram observadas manifestações e passeatas contra migrantes na França, Portugal, Espanha e Inglaterra. O alvo da xenofobia são, principalmente, latinos, asiáticos e africanos.
A xenofobia e os consequentes atos contras migrantes são oficialmente considerados como crime e violação dos Direitos Humanos. Com receio de que os casos de xenofobia iniciem uma grande onda de intolerância étnica, religiosa e cultural (tal como a vivida na 2ª Guerra Mundial, qual resultou no genocídio de judeus na Alemanha de Hitler), autoridades da União Europeia e organizações supranacionais como a ONU têm criado projetos para repudiar e evitar o desenvolvimento da xenofobia entre os europeus. Grande parte de cidadãos europeus também fazem questão de se mobilizar em passeatas a fim de expressar que a xenofobia é também repudiada por grande parte das pessoas desse continente.
* Fernanda Cristina de Paula
Géografa/Mestre em Geografia (IG/UNICAMP), professora da Rede Municipal de Ensino de Jaguariúna (SP),depaula.fernandac@yahoo.com.br



http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/42/xenofobia-na-europa-os-padroes-atuais-de-migracao-internacional--252496-1.asp

Os terremotos quando a terra treme...



De repente a terra começa a tremer, as águas dos poços borbulham, as cobras saem da hibernação antes do tempo, os ratos perdem o medo do homem: esses são sinais de que algo está errado. Quarenta e cinco segundos depois o tremor acaba e o que resta é o cenário da destruição deixada pelo terremoto.


por Priscila Gorzoni






De repente a terra começa a tremer, as águas dos poços borbulham, as cobras saem da hibernação antes do tempo, os ratos perdem o medo do homem: esses são sinais de que algo está errado. Quarenta e cinco segundos depois o tremor acaba e o que resta é o cenário da destruição deixada pelo terremoto. O asfalto onde passam os carros partiu-se em dois, algumas rodas de automóveis ficam presas, os motoristas descem correndo pelas ruas em chamas em busca de algum lugar seguro, mas o que encontram são casas destruídas, paredes se partindo, o fogo absorvendo tudo, fora os 15.000 mortos estirados nas calçadas e meio milhão de desabrigados. Essa é a descrição de um dos mais terríveis terremotos da história, acontecido na Turquia na madrugada de 17 de agosto em 1999, que deixou um prejuízo de bilhões de dólares ao país. Porém, esse não seria o último...

Era um Dia de Todos os Santos, em Lisboa, Portugal em 1755. As ruas estavam cheias de mulheres, crianças, homens todos vestidos com suas roupas mais chiques para participar das missas da festa religiosa. As pessoas conversavam normalmente nas calçadas quando a terra começou a balançar e as ruas se abriram engolindo alguns. Os outros corriam sem saber para onde ir, pois do outro lado as casas desmoronavam sobre suas cabeças. Por isso, ir para casa seria pior. A multidão então partia para o Rio Tejo, que cresceu tanto e engoliu todos. Não havia escapatória, pois os que restavam eram devorados sem dó pelo fogo. Esse seria o cenário de um dos mais trágicos terremotos da história, que matou mais de 70.000 pessoas.

TerremotoEmbora não tenha sido o mais intenso da história, o terremoto mais mortal foi o que atingiu a província de Shaanxi, na China em 1556. Ele matou mais de 830 mil pessoas.

CatástrofeNo primeiro semestre de 2008, o Ceará, no Brasil, sofreu 46 terremotos. Em Minas Gerais, uma criança morreu no fim de 2007, quando um tremor abalou todas as 76 casas do distrito de Caraíbas.

Mais tarde, em 1908, um terremoto voltaria a acontecer, desta vez no sul da Itália, nas cidades de Messina e Reggio Calábria. Naquela época, Sr. Ângelo Previatti tinha apenas 23 anos e fazia a sua barba em frente ao espelho do banheiro, quando viu metade do prédio a sua frente ruir. Ele foi um dos sobreviventes da catástrofe que matou 100 mil pessoas.
Oitenta e três anos depois, o México viveria um dos seus piores momentos: era dia 19 de setembro de 1985, às 7:22 horas, e vinha do bairro de Roma, na Cidade do México, a primeira voz a ecoar no meio do silêncio dos escombros do terremoto "El temblor". Esse foi um dos mais brutais desse século, eram as palavras angustiadas de um policial, que anunciava desesperado pela rádio: "O ministério das Comunicações está desabando, por favor enviem equipes de salvamento". Enquanto isso, do outro lado, um grupo de pessoas corria no meio das paredes e móveis em pedaços, olhando o que sobrou de suas casas e procurando seus parentes desaparecidos. No meio deles está uma menina com os olhos angustiados, procurando pelo pai no meio dos escombros, enquanto os bombeiros buscam entre os cacos algum sinal de vida (trecho retirado do Reader´s Digest de março de 1986).
Mais tarde, em 1999, a noite de 17 de agosto parece estar tranquila. Diante do silêncio a cidade de Izmit, uma das mais povoadas, dorme, quando de repente sem nenhum aviso prévio a terra treme, os objetos caem no chão, paredes, portas e tetos matam pessoas. O saldo do dia seguinte seria o de 15.000 mortos e meio milhão de desabrigados e um prejuízo de bilhões de dólares ao país.


Os terremotos possuem várias categorias, baseadas na escala de Mercalli, cada uma com intensidade capaz de ser sentida de determinadas maneiras


Esses relatos são uma parte do que um terremoto pode fazer.Geralmente ele costuma atacar os países do oeste da América do Sul (Peru, Colômbia), algumas regiões da América do Norte e em alguns países da Ásia, como a Índia, mas chega sem aviso prévio e faz o seu estrago. A cada ano, o planeta sofre cerca de um milhão de terremotos. E, ao longo da história da humanidade, os terremotos têm feito milhares de vítimas: só em 2001 fez mais de 21.000 mortos. E seus reflexos são sentidos a quilômetros de distância, porque a energia liberada pelo terremoto espalha-se por vibrações denominadas ondas sísmicas.
É preciso entender que os terremotos não são maus, mas fazem parte de um movimento natural da Terra; afinal, como a nossa vida, o planeta também é dinâmico.
Eles têm o seu lado positivo: servem para que os cientistas possam estudar melhor o centro da terra e são responsáveis pela formação rochosa do planeta. O ideal é que as pessoas não habitem os lugares onde eles acontecem, geralmente continentes situados entre o encontro das placas tectônicas.

O QUE ACONTECE?
O terremoto é causado pelas brigas das placas tectônicas, que revestem o nosso continente. Você deve estar se perguntando como isso acontece. É fácil: imagine que a superfície de nosso planeta é formada por uma casca muito dura que mede cerca de 100 km de espessura, quebrada em diversos pedaços irregulares, chamados de placas tectônicas. Essas placas estão sobre o manto, uma parte pastosa da Terra, e por isso boiam, movimentando-se umas contra as outras como um quebracabeças. Em alguns momentos elas colidem, pois muitas vezes querem ocupar o lugar da outra, já que a Terra está em constante movimento. São nesses encontros ferozes que acontece o terremoto. Por isso, todos os lugares que estão entre os encaixes ou nos limites das placas sofrerão terremotos. E isso é um movimento absolutamente normal da natureza.

ANTIGAMENTE
Os povos antigos tinham uma concepção diferente sobre eles. Achavam que o gigantesco tremor da terra era castigo de Deus pelos pecados humanos. Tanto que, no terremoto de Portugal em 1775, os sobreviventes foram queimados vivos. Os antigos também tinham explicações curiosas para o fenômeno: para o grego Tales de Mileto a Terra boiava na imensidão das águas, que quando se agitavam demais formavam terremotos. Se disséssemos para eles que a Terra é cercada de placas, semelhantes a mosaicos que se separam e se encontram, com certeza não acreditariam. E estava aí a chave da resposta.

LOCAIS ONDE ELES MAIS APARECEM
Existem duas faixas de maior ocorrência sísmica. A primeira (81%) é o chamado Cinturão de Fogo, que rodeia a costa oeste do continente americano (estende-se do Chile até Nova Zelândia passando ao longo da América do Sul, Central, México, costa oeste dos Estados Unidos, sul do Alasca, Japão, Filipinas, Nova Guiné e as ilhas do sul do Pacífico). A outra (17%) vai do mar Mediterrâneo até a Ásia meridional, incluindo os arquipélagos espalhados pelo oceano Pacífico.

OS APARELHOS QUE MEDEM OS TERREMOTOS
Os sismógrafos são aparelhos formados por um corpo pesado (pêndulo) pendente a uma mola, que fica presa a um braço de um suporte fixado em um leito de rocha. No pêndulo é colocado um equipamento que emite um raio de luz para um cilindro colocado em frente. O cilindro é movido por um mecanismo semelhante ao relógio e possui um papel fotográfico sensível à luz emitida pelo equipamento situado no corpo pesado. Se a crosta terrestre é abalada por um terremoto, o cilindro se move e o pêndulo, pela inércia, se manterá imóvel e registrará no papel fotográfico existente no cilindro as vibrações, dando origem a linha ondulada, chamada sismogramas. As medidas dos sismógrafos eram chamadas de escala Richter, em homenagem ao criador, e começaram a ser usadas em 1935. Charles Richter pretendia aplicá-lo apenas nas medidas da intensidade de terremotos acontecidos no sul da Califórnia. Na escala, cada acréscimo representa um aumento de dez vezes na magnitude do terremoto. O zero equivale aproximadamente ao choque entre um homem ao saltar de uma cadeira até o chão.

VÁRIAS CATEGORIAS
Os terremotos possuem várias categorias baseadas na escala de Mercalli, cada uma com intensidade capaz de ser sentida de determinadas maneiras. Na I, o terremoto é sentido apenas por instrumentos científicos. Na II, algumas pessoas e animais sentem. Na III, já é sentido por muitas pessoas dentro de casa, pois alguns objetos pendurados oscilam. Na IV, todas as pessoas notam, como a vibração de um caminhão pesado passando. Na V, destrói algumas construções, ele já é sentido fora de casa. Na VI, estruturas balançam e paredes começam a cair. Na VIII, causa um desastre incalculável e danos irreparáveis em construções reforçadas. Na pior de todas, a IX, não sobra nada; não há registros certos de um terremoto desse nível, apesar de se acreditar que em Lisboa, em 1755, o terremoto possa ter atingido esse grau. No grau X, a maioria das construções é destruída até as fundações. No grau XI, trilhos bastante entortados e tubulações completamente destruídas. No grau XII, temos destruição total, grandes blocos de rochas deslocados.

VOCÊ SABIA QUE...
● Um terremoto nunca dura mais de três minutos - mas é tempo ma is do que suficiente para deixar uma cidade em ruínas;
● A escala Mercalli, desenvolvida por G. Mercalli em 1902, desc reve os efeitos produzidos pelos tremores, observando os danos causados nas construções, pessoas e meio ambiente. Ela foi escrita em algarismos romanos e vai do I ao XII. De lá para cá, foi atualizada e adaptada aos dias atuais;
● Os casos de terremotos são tão sérios que pesquisadores elabo raram uma série de dicas para se proteger ao máximo quando estiver em um. Se você estiver em prédios, não use escadas e elevador; procure um lugar seguro, longe de armários e escrivaninhas. Uma boa opção é se colocar embaixo de alguma mesa, para não correr perigo de receber o golpe de algum objeto. Se estiver em casa, desligue o gás, a caixa de eletricidade e afaste-se de objetos que possam cair. Se estiver na rua, escolha áreas abertas, como parques e campos, mas evite edifícios, árvores, monumentos e muros;
● A interferência do homem na natureza pode provocar sismos atr avés de explosões nucleares, injeção de água e gás sob pressão no subsolo, extração de fluídos no subsolo, alívio de carga em minas a céu aberto e o enchimento de reservatórios artificiais ligados a barragens hidrelétricas. Esse último é o mais comum na atualidade;
● Assim como ocorre no corredor dos tornados, alguns lugares co mo a Califórnia são especialmente vulneráveis aos terremotos, pois a região se situa sobre uma teia de aranha de falhas geológicas. Lá, os perigos são tão constantes que se formou, em Los Angeles, uma equipe de elite formada por membros de uma unidade especial do Corpo de Bombeiros. Eles fazem parte de uma das equipes mais preparadas em salvamentos e resgates de terremotos do mundo inteiro;
● As armas da equipe de elite são os treinamentos tão reais qua nto o acontecimento. A parte mais delicada dos salvamentos é a localização de pessoas em meio aos escombros. Esse processo requer treinamento especial e equipamentos avançados, como as câmeras pequenas, que podem atravessar uma fenda estreita e captar as imagens das vítimas em meio aos restos. Outra arma são os cachorros, que usam seu faro desenvolvido para ajudar nos resgates.



http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/42/artigo252439-1.asp

No Dia da Terra, os verdes vistos do espaço


Em 1970 o primeiro Dia da Terra foi comemorado por 20 milhões de pessoas. Em 2012 o objetivo é mobilizar todo o planeta para as questões do meio ambiente. Criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, o Dia da Terra foi a culminação de uma série de tendências que começaram nos anos 50 em que os cientistas começaram notar como a industrialização impactava o ecossistema da Terra. Nosso planeta, apesar de constantemente chamado de uma bolinha azul, guarda um lugar especial para todos os tons de verde. Para comemorar este dia, ((o))eco selecionou algumas imagens do Observatório da Terra, cuja missão é compartilhar com o público as imagens, histórias e descobertas sobre o clima e o ambiente que surgem a partir de pesquisas da NASA.







































domingo, 15 de abril de 2012

Dica de site

Interessante site. Mostra como a cartografia pode ser usada para fins informativos. Pode-se encontrar dados sobre saúde , educação , consumo de drogas , energia , economia, índices diversos, entre outros. O site é em inglês mas para quem usa o Google Chrome ele é traduzido automaticamente 

                              


terça-feira, 10 de abril de 2012

Energia nuclear: entre a necessidade e o risco


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Angra 1 e 2 produzem energia para complementar o sistema
FOTOS: WALESKA SANTIAGO
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A turbina de Angra 2 é acoplada a um gerador de energia e todo o processo é cercado de muitos cuidados para evitar acidentes
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Os argumentos prós e contras a energia nuclear voltaram a ser debatidos após o acidente de Fukushima
Rio de Janeiro O Sistema Interligado Nacional (SIN) do Brasil só é comparável em tamanho ao da Europa e deriva da opção pela energia hidrelétrica, de proporção única no Planeta: 79,4%. Mas, se por um lado o País se orgulha de produzir energia emitindo menos Gases Geradores de Efeito Estufa que a maioria das grandes nações desenvolvidas, vive o dilema de depender do clima para garantir a produção e o desenvolvimento do País, que depende de um uso crescente de energia.

Em 2001 nós vivemos um apagão que acendeu uma luz vermelha sobre a cabeça dos gestores do sistema e promoveu uma mudanças de planos que se debruça sobre as usinas térmicas. Sejam elas a combustíveis fósseis, como o gás natural e o carvão, sejam a combustível nuclear (urânio), elas não dependem da natureza para produzir.

Esse é o principal argumento para a projeção do governo de colocar em operação a usina nuclear de Angra 3 até 2015 e expandir a oferta em quatro mil megawatts com a construção de mais quatro usinas (duas no Nordeste e duas no Sudeste) até 2030. Em janeiro, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Plano Plurianual de 2012 a 2015, no qual essa expansão nuclear pós Angra 3 está prevista.

As informações são confirmadas por Leonam dos Santos Guimarães, assistente da presidência da Eletronuclear e membro permanente da Assessoria da Agência internacional de Energia Atômica. "Toda fonte renovável sofre um maior ou menor grau de sazonalidade.

A hidreletricidade, sob esse ponto de vista, é a melhor delas porque tem uma sazonalidade de longo prazo. Em outras renováveis, como a solar, a sazonalidade é o ciclo diário, de 24 horas", explica.

Leonam destaca que há diferentes ciclos de sazonalidade: hidráulica (bianual), biomassa (anual) e eólica (depende do local; e a compensação térmica pode ser necessária todo ano e o ano todo, o que a nuclear atende melhor; necessária todo ano, mas não o ano todo, melhor suprida pela térmica a gás; e eventualmente necessária, para curtos períodos, cuja melhor solução está nos derivados de petróleo. "Uma coisa não compete com a outra. São papéis diferentes", afirma. Segundo ele, são necessários até 8 mil megawatts complementares (térmicos) para garantir a segurança do SIN.

Leonam argumenta que o acidente de Fukushima demonstrou a segurança das instalações nucleares, já que o Japão foi afetado por uma catástrofe natural na qual morreram 15 mil pessoas; foram afetadas 14 usinas nucleares, quatro tiveram acidentes, três liberaram material radioativo e não houve nenhum morto por efeito de radiação.

Ceará triplicará potência das termos
O Ceará tem dois médios empreendimentos térmicos. A Termoceará, pertencente à Petrobras, a e Termelétrica Fortaleza, ambas movidas a gás natural. Possuem juntas cerca de 560 MW de potência instalada.

Com a entrada em funcionamento, ainda neste ano, de duas usinas da MPX, empresa do bilionário Eike Batista, essa capacidade de produção será praticamente triplicada.

A Energia Pecém, uma parceria da MPX com a EDP, terá capacidade de gerar 720 MW de energia. Possui contrato de venda da ordem de 615 MW médios.

Isso garante uma receita fixa de R$ 261,3 milhões. Já a UTE Pecém II terá capacidade de gerar energia um pouco menor, de 365 MW. Já possui contratos de venda de energia de 276MW médios. Isso, no entanto, permitirá receita fixa de R$ 248 milhões a partir de 2013. A perspectiva é de que ambas entrem em operação neste ano.

Foram investidos nas duas usinas um total de R$ 4,1 bilhões, sendo R$ 2,7 da MPX. A previsão é que sejam gerados 6,5 mil empregos diretos e que ocorra um incremento de 90% na produção de energia do Ceará.

MARISTELA CRISPIMEDITORA

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1125051