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sexta-feira, 16 de março de 2012

Morre o professor Aziz Ab'Saber


Aziz Ab'Saber foi referência no estudo da geografia do Brasil

Professor da USP morreu nesta sexta-feira aos 87 anos. 
Ele ganhou prêmio da Unesco para Ciência e Meio Ambiente, entre outros
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                                          Geógrafo Aziz Ab'Saber, em dezembro de 2004 (Foto: Agência Estado/Arquivo) 



Aziz Nacib Ab’Saber fez dos estudos profundos sobre a geografia do país as suas armas na defesa dos recursos naturais do país. O professor costumava dizer que é preciso conhecer e respeitar a natureza para manter o equilíbrio do meio-ambiente. Durante quase 70 anos dedicou seus estudos à geografia, se tornando referência no assunto no país e internacionalmente, tendo recebido o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente de 2001, entre outros. Considerado o principal geomorfologista do país, Ab'Saber morreu nesta sexta-feira(16), aos 87 anos, em sua casa na Grande São Paulo.

Filho de pai libanês e mãe brasileira, Aziz Ab’Saber nasceu em São Luís do Paraitinga (SP), no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Passou a infância em Caçapava e Taubaté, outras cidades da região.

Aos 16 anos, foi para São Paulo para terminar o colegial. No ano seguinte, entrou na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH). Segundo o próprio Ab’Saber, sua aprovação se deu por sua grande capacidade em fazer desenhos. Em artigo publicado no site da USP, o professor relatou que nos primeiros meses da faculdade participou de uma excursão pelo interior de São Paulo. Ao observar o relevo e vegetação de cidades como Sorocaba, Itu, Salto e Campinas, se apaixonou pela geografia.


Foi contratado pela USP para trabalhar como jardineiro, logo se tornou prático de laboratório no Departamento de Geologia e Paleontologia da antiga Faculdade de Filosofia, e após fazer doutorado e livre-docência, passou a dar aulas de geografia física na USP.Ab’Saber passou a estudar as características geomorfológicas dessas regiões. Terminou a faculdade em 1944 com licenciatura e bacharelado em geografia e história. Dois anos depois iniciou estudos específicos de geologia, para aprender mais sobre o solo.

Professor emérito da FFLCH e membro da Academia Brasileira de Ciências, Ab'Saber desenvolveu ao longo de sua extensa carreira de cientista centenas de pesquisas e tratados de significativa relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia.

Foi diretor do Instituto de Geografia da USP, de 1969 a 1983, e presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), entre 1982 e 1983, onde trabalhou pelo tombamento da Serra do Mar. Ab'Saber também foi presidente da SBPC de 1993 a 1995 e desenvolveu trabalhos no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA/USP), onde era professor honorário. Ele ainda era professor emérito da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e presidente de honra do Instituto de Cultura Árabe.

O professor recebeu diversos prêmios como o Prêmio Jabuti em Ciências Humanas (1997 e 2005), e em Ciências Exatas (2007); o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001).

Críticas ao novo Código Florestal

Há dois anos, quando foi homenageado na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o pesquisador fez severas críticas ao novo Código Florestal que tramita no Congresso Nacional.

“A nossa inovação sempre vai ser na proteção do que a natureza faz”, afirmou na ocasião, para enfatizar que a maior contribuição da ciência para a humanidade é buscar formas de preservar a natureza.

O professor alegava que o projeto do novo Código Florestal não respeitava a importância da floresta para o equilíbrio ambiental e as consequências de uma destruição do bioma. Para Ab’Saber, o projeto deveria contemplar as características de todos os ecossistemas encontrados no território nacional.

Livro inédito


Incansável, Aziz Ab’Saber era professor aposentado da USP, mas continuava trabalhando. Na quinta-feira (15), ele foi à sede da SBPC, onde era presidente de honra, para entregar na tarde sua obra consolidada, de 1946 a 2010, em um DVD, para ser encaminhada a amigos, colegas da universidade e ao maior número de pessoas.

Na dedicatória, segundo a SBPC, ele escreveu: “Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade”.

Ainda segundo a entidade, Ab'Saber morreu antes de ver publicada sua última obra que será o terceiro volume da coleção “Leituras Indispensáveis”, a ser publicado pela SBPC. Ele é autor de mais de 300 trabalhos publicados sobre estudos da geografia do Brasil. No segundo semestre de 2011, a editora Beca publicou o livro "A obra de Aziz Ab'Saber", uma homenagem ao professor que reuniu os artigos escritos por ele durante sua carreira. O livro é vendido com um CD com a tese de doutorado de Ab'Saber, concluída em 1957.


De acordo com a USP, o geógrafo era pai de duas filhas, Janaína e Jussara, e tinha seis netos, todos com nomes indígenas: Iaci, Iandara, Cauê, Acauã, Iberê e Jassiara. 



quinta-feira, 15 de março de 2012

Nasa mostra 4,5 bi de anos de história da Lua em 3 minutos


Vídeo disponibilizado pela Nasa mostra como o astro se tornou o satélite que conhecemos hoje. Neste material é possível ver que cada marca na superfície da Lua foi esculpida por impactos de asteroides e outras forças naturais. Vídeo com áudio original.


                                          

terça-feira, 13 de março de 2012

Voando baixo em Fortaleza

Passeio aéreo sobre a orla de Fortaleza. Apesar dos problemas de nossa cidade é bom demais ter esse visual disponível a todos nós


sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobrevoando a Terra a noite




Cidades, luzes, carros, energia elétrica, desastres naturais. Esses e outros elementos que fazem parte do nosso mundo podem não ser tão convidativos quando vistos de perto. Mas já pensou em enxergar tudo isso de cima? Foi o que a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) fez ao capturar fotografias impressionantes a uma altura de cerca de 340 quilômetros do nosso planeta.
Para quem não sabe, a ISS é um laboratório espacial em movimento que dá 15 órbitas na Terra por dia. Ela envolve diversos programas relacionados ao estudo do espaço, sendo uma soma de projetos das principais agências espaciais do mundo, em países como Canadá, Japão, Rússia e Estados Unidos.
O vídeo, que mostra um voo panorâmico feito sobre o planeta à noite, foi produzido por uma câmera que captou imagens com um alto nível de detalhamento.  O resultado é um verdadeiro espetáculo de cores com pouco mais de dois minutos.

É possível observar claramente as luzes das cidades nos cinco continentes (os pontos em tom laranja), além de fenômenos naturais como relâmpagos de tempestades em meio ao azul dos mares, milhares de raios e flashes estourando por entre as nuvens, e até mesmo a aurora boreal causada pelo vento solar e retratada em magníficos tons de verde, próxima aos polos. No horizonte está o que os cientistas chamam de névoa de ouro da fina atmosfera da Terra.
Em alguns momentos, as imagens recebem cortes porque o satélite se aproxima da metade do planeta que é iluminada pelo sol naquele momento, o que gera um clarão. Ao canto do vídeo, é possível observar os painéis solares da ISS. Mas nada que atrapalhe na hora de acompanhar a grandeza do nosso planeta, vista a quilômetros de altura. Assista:



quarta-feira, 7 de março de 2012

Solidão e desemprego: as cicatrizes do devastador tsunami no Japão

Um ano após o país ser atingido por um tsunami e um terremoto, a área de Fukushima enfrenta problemas como falta de emprego. Mas outras áreas se erguem

Por Agência EFE
  Getty Images
Michiko Miura leva o filho Taisei Miura para a escola, passando pelas casas da vizinhança que ainda mostram sinais da destruição do tsunami de 11 de março de 2011
Um ano depois do devastador tsunami que varreu o nordeste do Japão, comunidades atingidas pela tragédia encaram novos problemas, como o desemprego e a solidão.
+ GALERIA DE FOTOS: Veja como o Japão se reconstruiu em um ano
No momento em que se completa o primeiro aniversário da catástrofe, ainda há quase 335 mil pessoas deslocadas, a maioria em casas alugadas e imóveis temporários, e cerca de 700 permanecem em abrigos, segundo dados do governo japonês.
  Getty Images
A área de Natori aparece aqui completamente limpa, apenas coberta pela neve do inverno no Japão: o país se reergue
O terremoto e o posterior tsunami destruíram boa parte do litoral nordeste e deixaram em sua passagem 16 milhões de toneladas de lama e 22 milhões de toneladas de escombros, das quais 6,6 milhões ainda não foram retiradas.
Para reabilitar a região, o governo aprovou até agora quatro orçamentos extraordinários - o último em 10 de fevereiro -, somando mais de 20 trilhões de ienes (US$ 244,2 bilhões).
A esse montante são somadas doações à Cruz Vermelha e a outros órgãos, no total de 345,3 bilhões de ienes (US$ 4,31 bilhões), dos quais, em meados de janeiro, 80% tinham sido distribuídos entre as vítimas. O Japão recebeu também a ajuda de 124 países e de uma dezena de organizações internacionais.
Um ano depois, as linhas de trem estão restauradas, as estradas foram reparadas, os aeroportos retomaram sua atividade e nos portos muitos dos píeres já voltaram a ser utilizados. No entanto, nas zonas litorâneas arrasadas, os evacuados enfrentam outros tipos de problemas, como a solidão, a depressão e o desemprego devido ao baque que representou a paralisação da pesca, uma das principais indústrias da região.
Após o desastre natural, em províncias como Miyagi, uma das mais atingidas, mais de 1.100 empresas cessaram suas atividades, e outras tantas ainda não sabem qual será o futuro de seus negócios, segundo dados divulgados pelo jornal japonês "Mainichi".
Além disso, em março, cerca de 71 mil pessoas verão o fim do subsídio extraordinário distribuído pelo governo, segundo dados do Ministério japonês de Saúde e Trabalho.
No meio deste panorama, as administrações locais, com a ajuda de organizações internacionais, lutam para restabelecer a vida das comunidades, fortalecer a indústria local e atender os evacuados.
"Alguns sobreviventes se mostram incapazes de se comunicar, já que estão devastados pela perda", sobretudo os idosos, desorientados por estarem longe de seus lares, declarou à Agência Efe Maho Takahashi, coordenadora de programas da ONG Peace Boat, que atua desde o início da tragédia nas zonas devastadas.
Um dos principais problemas enfrentados pelos evacuados é a incerteza com relação ao futuro, principalmente pela falta de oportunidades de trabalho definitivo. Além disso, está previsto que as casas temporárias que atualmente ocupam sejam desmontadas em dois anos.
A Peace Boat também detectou casos de pessoas "com dificuldades psicológicas e físicas que não responderam bem à sua realocação temporária", afirmou a coordenadora.
O Centro de Ajuda para a Reconstrução de Ishinomaki, um dos municípios litorâneos mais devastados, aponta que, como medida para fugirem da realidade, vários sobreviventes caíram em problemas como o alcoolismo e o vício em jogo.
Os traumas psicológicos também alcançaram as forças da ordem, vítimas da denominada "síndrome de Burnout", um desgaste profissional com estresse emocional prolongado, o que, segundo um estudo do jornal "Yomiuri", afeta 47% dos policiais de Miyagi.
A região nordeste luta também para cicatrizar as feridas deixadas pela tragédia nas 1.580 crianças que em 11 de março perderam pelo menos um de seus pais e agora vivem com alguma das 15 mil famílias que acolheram os evacuados neste último ano.
Outros municípios não desistem de buscar desaparecidos, como Ishinomaki, onde ainda são drenadas partes do rio para tentar encontrar os corpos dos 70 estudantes de um mesmo colégio que foram arrastados pela água.
O terremoto e o devastador tsunami de um ano atrás deixaram 15.853 mortos e 3.282 desaparecidos, segundo os últimos números, além de gerar em Fukushima a pior crise nuclear desde Chernobyl.


 http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI297971-16367,00-SOLIDAO+E+DESEMPREGO+AS+CICATRIZES+DO+DEVASTADOR+TSUNAMI+NO+JAPAO.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dica de blog

Encontrei o blog Geografia em Foco. Bastante diversificado com notícias variadas , muitas sugestões de sites, outros blogs e links que podem facilitar a pesquisa de assuntos ligados a geografia.
A disposição dos links sugeridos na barra lateral esquerda está muito extensa. Penso que isso prejudique a navegação e  dificulte encontrar algo que seja do nosso interesse.

Veja se concorda:

Geografia em Foco

Geografia e Arte

A construção dos mapas necessita de um olhar artístico . Vi nesse desenho uma maneira criativa de fazer arte através do perfil dos continentes.